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31.5.18

Ei mulher, vamos subir uma montanha?


Por sinal, você já se imaginou subindo uma montanha?  Sim, uma montanha, daquelas enormes, as maiores, onde no meio há vários percursos, pedras escorregadias, penhascos ao lado, bichos, caminhos estreitos, muita terra, que de repente faz frio e do nada faz calor, até que depois de algumas longas horas de caminhada, você finalmente chega lá no topo.




Eu passei por essa experiência incrível e empoderadora com um grupo de mulheres no qual eu tive o prazer de acompanhar. Sim mulheres! Mulheres de todas as cores, perfis, idades e principalmente histórias. E neste post, vou contar pra vocês como foi acompanhar esse grupo de mulheres que literalmente sobem na vida.

COMO TUDO COMEÇOU:

Depois de voltar de férias, Aglahir Merolah decidiu que precisava mudar de vida. Bem, em 2012 ela foi realizar um passeio ao ar livre a convite de sua irmã, e acabou realizando a sua primeira trilha, que aconteceu justamente em Paranapiacaba, considerada uma trilha difícil, e de cara, Aglahir não curtiu o passeio, porém não desistiu. “Eu só queria voltar para a casa”, diz Aglahir. 

Ela persistiu e o resultado foi uma hora e meia de trilha dentro de um rio, mais oito horas de caminhada em meio a muitas pedras. No dia seguinte, Aglahir estava apaixonada pela prática e decidiu que era aquilo que queria fazer em sua vida.


Porém, as coisas não iam muito bem para Aglahir, ela estava enfrentando um processo de pós-depressão e um período de crise existencial, mas com calma, tudo se virou a seu favor. “Eu agradeço a crise que eu tive, por que se não fosse ela eu não teria olhado o mundo com outros olhos”, relata. 

Logo depois ela foi convidada por uma amiga a trabalhar em uma agência de turismo, seu plano ali era começar a colocar em prática seu projeto para virar uma montanhista, mas acabou que os caminhos na agência seguiram para outros lados. Porém, mesmo assim, Aglair não deixou de pesquisar e procurar saber como funcionava o processo de levar e organizar um grupo e verificar os serviços para começar a montar o seu projeto.

E finalmente depois de tanto tempo adiando seu sonho, se dedicando a emprego, faculdade e filho, em 2017, Aglair decidiu mudar de vida de uma vez por todas e nasceu ali o “Sobe Mulher”.



Não foi um processo fácil, pois em meio as pesquisas ela percebeu que teria que se capacitar para conseguir realizar trilhas, e um dos principais objetivos era emagrecer. Bem, de 90 quilos, Aglair emagreceu 30, e depois de mais um mês de estudos, começou a participar de alguns grupos de trilha, onde acabou vendo que havia “algo de errado” ali.

“ERA UMA TRILHA ONDE HAVIA HOMENS E MULHERES, E EU PERCEBI QUE OS MENINOS TINHAM PRESSA, DEIXAVAM A GENTE PARA TRÁS, PARECIA QUE A MONTANHA IRIA SAIR DO LUGAR”- Conta aglahir .

Foi uma trilha de 10 quilômetros que ocorreu no pico do urubu, ela estava com uma amiga no caminho, amiga na qual começou a passar mal, e foi ali, naquele momento, que Aglahir entendeu que ela precisava não só ter força para ela, mas também, para sua amiga e demais mulheres que subiam.



“POR ISSO QUE O SOBE MULHER EXISTE. PARA INCENTIVAR OUTRAS MULHERES A FAZEREM TRILHAS, CAMINHADAS, E A SE SUPERAREM”. - Aglahir
MINHA EXPERIÊNCIA:

Eu nunca imaginei que conseguiria subir uma montanha, nunca imaginei fazer o que fiz, e foi uma das melhores sensações que senti na minha vida. Senti -me realizada, corajosa. Não vou mentir, senti medo sim, mais as mulheres que estavam ali comigo não me deixaram só, estavam comigo o todo tempo, pegando na minha mão e dizendo, “vai com calma, no seu tempo”.


E as histórias? Gente, conheci diversas histórias de mulheres corajosas, viajadas, inteligentes, que se bastam, que se amam e que prezam pela sua liberdade acima de tudo. Mulheres de todas as idades, perfis, classes sociais, porém, com um único propósito: Subir aquela montanha, assim como subir a montanha de suas vidas.

Enfim, obrigada Aglair pelo projeto lindo, obrigada grupo Sobe Mulher, obrigada as minhas novas amizades. Obrigada por me apresentarem um novo mundo.


“Um grupo só de mulheres, que sobem montanhas sozinhas, sendo a noite nos lugares mais difíceis. A gente está fazendo história, está mudando o contexto de que só homem pratica esportes radicais.”



CONSELHO FINAL:
Quando um cara abusivo, um colega de escritório, uma amiga tenta puxar seu tapete, você para e pensa: “Eu subi um morro, então nada vai me tira do caminho, nada vai me abalar, e uma superação com você mesma”.

Conheça o projeto #SOBEMULHER

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