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31.10.18

Balada: Diversão ou fuga emocional?


The House of Gold

ATENÇÃO, esse post contém spoiler sobre o que acontece nas baladas da vida.
É ... Digamos que sou uma baladeira, mas para começar, é bom enfatizar que moro em São Paulo, uma cidade que simplesmente não dorme a noite, então por que eu dormiria?
Enfim, sempre fui de frequentar muitas baladas, porém, de uns tempos pra cá, comecei a observar o que acontece nelas. Sério, me peguei parada, reflexiva com um copo na mão no meio da balada, pensando: “O que está acontecendo? O que estou fazendo aqui? Por que as pessoas agem assim?”. Tudo isso sem estar bêbada, eu juro!


E como boa observadora / escritora que sou, resolvi sentar na frente do meu velho computador e escrever sobre o que ando vivendo, então vamos lá, comentar sobre a balada: (preciso enfatizar que este texto está sendo escrito em um sábado à noite, dia de balada, mas que preferi não ir para escrever sobre ele. Dilemas haha!)

@tianhur

Já pararam para analisar que escolhemos qualquer coisa para fugir por algumas horas dos nossos problemas da vida adulta? É isso que fiz com a balada, porém, quando o paraíso do mundo sem cobranças e de todo mundo com o copo na mão feliz acaba, a conta emocional vem. A chamada depressão pós-balada acontece e a sensação é horrível!

Vivi isso por muitos finais de semana, um seguido do outro, até entender que balada e para ser divertida, para você curtir uma música, talvez paquerar (o que não é uma obrigação tá?) beber se der na telha, enfim, curtir o momento, ser um complemento de como você é longe dela.
Por muitas noites sentia que havia algo errado comigo, que havia algo errado na balada. Pois não é normal você sair para se divertir e no dia seguinte se sentir culpada por ter saído, certo? Decidi então conversar com minha psicóloga sobre isso. E após alguns tapas que vieram em forma de palavras, entendi o que estava acontecendo. Estava usando a balada como uma fuga emocional. “QUE ERRADO GRAZIELA”

| @andwhatelse #campcontraband

Mas parem ai, não sou a única a fazer isso. Digamos que 70% das pessoas que estão na balada, estão literalmente fugindo de algo, seja de saudade do ex-namorado (a), do emprego chato, da briga dos pais ou com o namorado (a), das cobranças da faculdade e tantos outros dilemas da vida. São pessoas que estão naquele ambiente repleto de luzes coloridas e música alta, tentando esquecer os seus problemas pessoais, e descontando questões emocionais na bebida, nas drogas, ou nos ficantes.

Eles colocam suas melhores roupas, vão de camarote com as melhores companhias. Compram vários combos de bebidas, tiram milhões de fotos, fazem vídeos das noitadas para os stories do Instagram. Mas ai chegam em suas casas no outro dia, e percebem que o vazio continua lá, que os problemas continuam lá, ou seja, que nada mudou.

Mas ai, essas mesmas pessoas ficam a semana toda esperando ansiosamente pelo final de semana chegar novamente, para começar a viver a vida do faz de conta mais uma vez. O faz de conta que está feliz em todos os aspectos, socialmente, financeiramente e emocionalmente. “Vou tirar umas fotos e postar no Instagram pra mostrar que estou ótima”. Ei, você não está não!

papi pacify fka twigs GIF

Já observei nas baladas meninas lindas se desdobrando para agradar homens que se intitulam como “reis do camarote”. Querendo chamar a atenção para encherem o ego fraco e a autoestima falsa. Já observei caras abusivos sendo abusivos. Agindo de modo agressivo e usando a bebida como desculpa para tal comportamento. Já vi muitas pessoas se afundando na bebida e nas drogas e se sentindo orgulhosas por isso.

E depois de ver tanta coisa, decidi que não quero mais. Não quero mais sair e ficar me preocupando com quem vou acabar a noite. Ficar me culpando por aquele carinha não ter me notado, e achar que não devo ser boa o suficiente pra ele. Não quero que a balada seja minha única opção para fugir dos problemas. Não quero postar fotos me divertindo quando na verdade nem estou. Sabe por que? Porque depois a conta emocional vem, e acredite, ela é pior do que qualquer ressaca.

Por fim, encerro esse texto te deixando uma questão:

Você que gosta de curtir as baladas da vida, está indo para se divertir, ou para fugir?!


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