Parei para analisar minha história e a do blog e cheguei à conclusão de que teria que escrever um post para contar tudo aquilo que aprendi colaborando com ele. Hoje, o Lamoonier completa 10 anos e por metade de sua existência estive na criação de seus conteúdos, em parceria com três mulheres incríveis.

Hoje, estou escrevendo este post como uma pessoa que está de fora e que é extremamente grata a tudo que viveu nesse cantinho. Você leitor, não sabe disso, mas ficamos horas e horas, dias e dias, semanas e semanas planejando materiais para melhor lhe atender no quesito repassar informações que possam te ajudar. Muitos áudios são jogados, muitas ideias são anotadas, muitos textos são calculados para sermos uteis a vocês. É trabalhoso? É. Demanda tempo? Muito! Vocês ganham rios de dinheiro? Não. Então porque continuam? Porque as pessoas que escrevem os posts, já viveram o mesmo que vocês e querem te dar o apoio que tanto procuraram na época. 



Atualmente, das quatro incríveis mulheres que se juntaram através de um formulário no Facebook, duas permanecem nessa jornada, se dedicando dia após dia para cumprir o propósito de não soltar a mão de ninguém. As outras duas mulheres que saíram do barco, também não soltaram as mãos viu? Só estão trafegando aguas diferentes, se reconhecendo, se reconectando e abraçando a causa de um modo diferente.

A Grazi, quando lá na sua pré adolescência fez desse canto seu ponto de refúgio, não imaginava que seria o refúgio de tantas outras mulheres confusas em seus sentimentos. O Lamoonier não é um blog, é um coração de mãe; sempre cabe mais uma leitora e sempre haverá um assunto, um tópico, que você poderá se identificar e levar para sua vida.

Eu, que sempre quis me dedicar ao mundo blogger, encontrei no Lamoonier um local de desabafos. Foi aqui que falei pela primeira vez a relação conturbada que até certo tempo havia em meu ambiente familiar. Foi aqui que expressei pela primeira vez o que era estar com depressão e julgo ser o melhor texto que já escrevi na minha vida. (Confere ae)


Foi aqui que me descobri como uma mulher adulta e foi através de muitos relatos vindo até nós, que decidi morar sozinha e encarar a jornalista de 26 anos que habita neste corpo. Eu conheci mulheres maravilhosas, com histórias que merecem ser contadas e recontadas todos os dias para que outras pessoas se inspirem. Conheci causas novas e descobri que tem muitas outras que precisam ser abraçadas. Me descobri, me perdi, me achei, me redescobri e me reinventei muitas e muitas vezes ao longo desses cinco anos e sinto muito, por nem metade desse processo estar aqui nesse blog. Mas é que também descobri que contar aquilo que habita em nós demanda de mais coragem do que podemos imaginar.

Você leitor, que pode desfrutar de todo esse mundo de informações, absorva, compartilhe, resinifique. Abrace esse cantinho como se fosse sua melhor amiga, porque é isso que ele poderá se tornar. 



Obrigada a todos aqueles que de um modo ou outro estiveram me acompanhando através dos post de playlist e de desabafos aleatórios. Obrigada meninas da equipe pela oportunidade de compartilhar cinco anos de minha vida com vocês, pois mesmos com as falhas humanas que carregamos, foram anos de aprendizagem que não se deixam na esquina. Ao contrário, tem um lugar em mim chamado “apoio” que sempre será habitado por vocês.

Não soltem a mão, aprendam com seus erros e faça deles um degrau a mais para sua vitória. Um dia ruim, não significa ter um vida ruim, então se abrace; abrace as imperfeições, as inseguranças, as emoções a flor da pele e sinta orgulho de toda essa trajetória. Que venham mais 10 anos; que venham mais sonhos, mais objetivos alcançados e mais justiça no mundo.

Parabéns Lamoonier e um até logo, Gisele :*